Sex, 18 de Maio de 2012
[Wasabi Reviews]: Bakuman Imprimir
Escrito por Nícolas Martins ~Wasabi~; Revisão e edição: Katty Sato e Nícolas Martins   
Qua, 12 de Janeiro de 2011 17:49

 

Yeah! Wasabi is back! /o/ Sim meus caros, após um longo período de provas, estudos e viagem, estou de volta, e agora mais velho! /o/ Gostaria de desejar feliz ano novo para todos, e pra começar o ano com o pé direito venho trazendo mais uma Wasabi Reviews daquele jeito que vocês já conhecem!

Pondo de lado o papo do ano novo, vamos começar! Na última coluna falamos sobre Death Note, e seguindo essa vibe resolvi falar de Bakuman esse mês! Se você pensou “OMG Wasabi, Bakugan? Já não basta ver isso em mochilas, lancheiras, toalhas e outros produtos infantis? D:” eu tenho boas noticias... Bakuman não se trata de bolinhas que viram monstros!

Quer saber mais sobre esse anime? Então peguem suas G-pens e folhas de papel A3 e preparem pra partir... HERE WE GO! /o/

Duvido que vocês já não sabem quem desenhou este... Dica: olhem os cabelos! XD

 

Bakuman é um mangá feito pelos mesmos criadores de Death Note (Escrita por Tsugumi Ohba e ilustrado por Takeshi Obata), porém com uma atmosfera completamente diferente, o que deixa evidente toda a versatilidade dos dois, e paralelamente, até mesmo como funcionam suas respectivas funções na criação de mangás.

 

Entre os animes e mangás que conhecemos é muito raro nos depararmos com situações onde duas pessoas trabalham em apenas uma obra, e existem até mesmo casos onde isso não deu certo, mas Tsugumi e Takeshi nos mostram que a mesma formula que deu certo em Death Note pode dar certo novamente e criar novamente um grande sucesso, no caso, Bakuman.

 

Se formos comparar a grosso modo, Death Note seria o Yin e Bakuman o Yang, uma vez que ambos tem atmosferas completamente opostas. Enquanto Death Note é mais sombrio e profundo, Bakuman é mais solar, com mensagem de positivismo e até mesmo romance. O enredo é incrivelmente coeso e de fácil entendimento pra qualquer um, diferente de Death Note, que muitas vezes brincava com nossas imaginações.

 

Tsugumi Ohba (大場つぐみ) talvez tenha seja a maior incógnita do mundo dos mangás/animes. Suas únicas obras conhecidas são Death Note e Bakuman, o que faz com que muitos acreditem que Ohba seja na verdade um pseudônimo para esconder sua verdadeira identidade, que seria um famoso escritor Japonês.

 

Alguns acreditam que Tsugumi seja na verdade Hiroshi Gamou, autor da série de mangá Tottemo! Luckyman, devido a algumas referências que a série faz a Death Note.

 

Especula-se que ele esconde sua identidade por Death Note ser completamente diferente de sua série anterior.

 

As únicas informações disponíveis sobre Tsugumi, que foram cedidas pela licenciadora norte-americana VIZ Media, é que Ohba nasceu em Tokyo, seu Hobby é colecionar xícaras de chá e passar dia e noite desenvolvendo enredos de mangá, enquanto segura seus joelhos na cadeira.

 

O outro lado da moeda, Takeshi Obata (小畑 健), também não é uma figura tão normal quanto os outros mangakás, justamente o esperado de um ilustrador tão genial.

 

Portador de um traço único, Takeshi nasceu no dia 11 de Fevereiro de 1969, em Niigata. É amplamente conhecido por mangás como Death Note e Hikaru no Go (roteiro de Yumi Hotta), mas também tem em seu portfólio obras como Cyborg Jiichan G (1989, sob o pseudônimo de Ken Kobatake), Deteki Teoku Rei! Kami Tarō-kun, Arabian Majin Bōkentan Lamp Lamp (1991–1992, roteiros de Sendo Susumu), Mugen Dōshi – Dream Master, Rikijin Densetsu – Oni wo Tsugu Mono (1992–1993, roteiros de Masaru Miyazaki), Ningyō Sōshi Ayatsuri Sakon (1995–1996, roteiros de Sharakumaro), Hajime (2003, roteiros de Otsuichi), Lust For Life e Adidas Manga Fever (roteiros de Sho-u Tajima e Hiroyuki Asada), Blue Dragon - RalΩGrado (2006), Hello Baby (2007, roteiro de Masanori Morita), Urooboe Ouroboros (2008, roteiro de Nishio Ishin), entre outros.

 

Outra curiosidade sobre Takeshi é que ele foi mentor de mangákas famosos, como Kentaro Yabuki, autor de Black Cat, e Nobuhiro Watsuki, de Rurouni Kenshin.

 

 

No dia 11 de agosto de 2008 saia na revista Weekly Shōnen Jump (mesma revista que publica Naruto, Bleach, One Piece, e outros mangás de sucesso), da editora Shueisha, o primeiro capítulo de Bakuman, a nova obra dos gênios Tsugumi Ohba e Takeshi Obata, e a comparação com Death Note é absolutamente inevitável, o que não deixa de ser motivo de brincadeira para os autores, que inúmeras vezes flertam com Death Note e outros mangás de sucesso no Japão.

 

Para os que conhecem a historia da criação de Death Note é absolutamente visível que existe outro tipo de vínculo entre as series, que vai além da simples semelhança entre os personagens, isto é, um sentido de explicação entre as duas.

 

Bakuman fala de dois jovens, Mashiro Moritaka (Saiko) e Takagi Akito (Shujin), que sonham em se tornar mangakás de sucesso antes dos 18 anos. Essa decisão inicialmente não foi tão fácil já que Moritaka tem uma espécie de “trauma” de família com mangás.

 

Seu tio, Nobuhiro Mashiro (Conhecido pelo pseudônimo Kawagushi Taro), era um mangaká que fazia mangás cômicos, e era muito admirado por Moritaka, entretanto quando teve seu manga cancelado concentrou-se tão intensamente no trabalho que acabou falecendo em função da exaustão causada pelo trabalho. Mais tarde ficamos sabendo que ele havia entregado manuscritos para aprovação até 4 dias antes de sua morte. A razão de todo esse esforço não era desconhecida para Moritaka... Seu tio havia se apaixonado no colegial por Azuki, e ambos acabaram indo à faculdades diferentes, o que fez com que eles se correspondessem apenas por cartas. Nobuhiro prometeu que se casaria com sua amada quando tivesse um mangá de sucesso, mas Nobuhiro não contava que a demora na realização de seus sonhos acabaria por afastar seu amor. Azuki havia se apaixonado por outro homem, e se casado. 3 anos depois do casamento de Azuki, o mangá de Nobuhiro fora adaptado para um anime, infelizmente tarde demais para se casar com Azuki. Quando Nobuhiro morre, Moritaka passa a acreditar que ele havia se suicidado em função de seus problemas, e passa a evitar seu sonho de desenhar um mangá, até que um dia esquece seu caderno com um desenho de Azuki Miho, por quem é apaixonado, na escola. Quando volta à sala para buscar seu caderno encontra Akito, o melhor aluno da escola, segurando-o.

 

Akito convida Moritaka para criar mangás com ele, e Moritaka a principio é contra a ideia, mas Akito (que a esse ponto já sabia da paixão de Moritaka por Miho) decide força-lo a ajudar de outra forma. Akito descobre que Miho sonha em ser dubladora, então ele leva Moritaka a Miho e os dois fazem uma promessa:

Moritaka criaria um mangá que ganharia uma adaptação para anime, e quando isso acontecesse, eles convidariam Miho para dublar a heroína do anime, aí então os dois se casariam.

 

Miho, que é muito tímida, impõe uma condição:

Até realizarem seus sonhos os dois só poderão se corresponder por emails.

 

Daí para frente Akito e Moritaka passam a se esforçar para seguir seus sonhos, e se tornarem mangakás de sucesso. Akito, que é muito talentoso com textos, cria as histórias e Moritaka as desenha.

 

 

Bakuman mostra de forma muito real como é a indústria de mangás no Japão, e a pressão que os mangakás sofrem em seus trabalhos, além de como são feitos nossos mangás preferidos.  Existem inúmeras referências a séries conhecidas como Naruto, Bleach, One Piece, Dragon Ball, Hikaru no Go, e é claro, Death Note, além de mencionar autores conhecidos como Eiichiro Oda, Masashi Kishimoto, e outros.

 

Apesar da completa ausência de lutas, ou qualquer tipo de violência, é um anime extremamente magnético e com uma mensagem positiva de que devemos sempre seguir nossos sonhos.

 

Como de costume, agora teremos a opinião do leitor! Esse mês o escolhido foi o @Guigoxs, que diz:

 

“Eu resolvi assistir Bakuman, pois achei a ideia dos autores muito boa. Um anime de dois adolescentes que querem se tornar mangakás é muito interessante. Uma coisa que me encanta em Bakuman é o companheirismo entre Akito e Moritaka. É uma coisa que me emocionou muito (sim, eu chorei em certos momentos de companheirismo). É muito interessante como eles lutam pra conseguir se tornar mangakás, eles tomam muitos "nãos" até conseguirem conseguirem um "sim". Bakuman ainda tem coisas para acontecer, mas aguardo ansiosamente os episódios.”

 

Bakuman ainda está em exibição, e conta até o momento com apenas 13 episódios, mas promete continuar fazendo sucesso e arrastar multidões de fãs até o fim de sua exibição.

 

Para o que se interessaram pela serie e conhecem um pouco de japonês, deixo alguns links bem legais:

 

Site Oficial | Vídeo de Divulgação Oficial

 

 

Chegamos ao fim de mais uma coluna meus amigos, e eu espero que vocês tenham gostado! Para conferir as colunas anteriores basta ir à categoria do Wasabi Reviews no site, ou clique aqui.

 

Não deixem de comentar, e não se esqueçam que qualquer critica, duvida, sugestão ou vídeo constrangedor da Danixan dançando Night of Fire pode ser enviado para wasabi-kun@radioanimix.com.br.

 

Um grande abraço e até a próxima!



 
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