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Bom pessoal, enfim chegamos ao final da tetralogia de colunas sobre as vertentes do Visual Kei. Nas últimas três colunas vocês leram um pouco sobre a história do J-Rock e do Visual Kei e um breve perfil de vertentes, como Kotevi Kei, Shiro Kei, Kuro Kei, Kurufuku Kei, Soft Visual Kei, Oshare Kei e Koteosa Kei. Nessa coluna vocês vão saber mais sobre o Iryou Kei, Nagoya Kei, Angura Kei e Eroguro Kei.
Iryou Kei
O Iryou Kei é a vertente do Visual Kei que abriga bandas que usam um visual ligado a área médica, como jalecos de hospital, gazes, ataduras, curativos e máscaras cirúrgicas. A música desses grupos possui uma tendência à obscuridade. Alguns exemplos de bandas Iryou Kei são SEX-ANDROID, +ISOLATION e LuLu.
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LuLu SEX-ANDROID +ISOLATION
Nagoya Kei
Diferente das outras vertentes de Visual Kei vistas até aqui, o Nagoya Kei tem a peculiaridade por referir-se a bandas de um local bem específico: a região de Nagoya. As bandas desse estilo geralmente possuem influência do punk britânico, gótico ocidental e algumas vezes de Death Metal. O gênero, que se expandiu a partir dos anos 90, é famoso pela forte conexão entre bandas majors e indies, que acontece talvez pelo fato de Nagoya não ser uma região muito grande, facilitando a formação de uma cena bem ativa, com bandas mais novas sendo influenciadas diretamente por suas antecessoras. O Nagoya Kei pode ser classificado cronologicamente por três gerações. A primeira geração vai do início dos anos 90 até o ano de 1997, com bandas como Kuroyume e ROUAGE. A segunda geração, de 1997 até 2002, tem como representantes bandas como deadman e GULLET. Já a terceira geração, que vai de 2002 até os dias de hoje, tem em principais nomes bandas como lynch. e DEATHGAZE.
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ROUAGE GULLET lynch.
Angura Kei
A palavra Angura vem do termo inglês “underground”, ou seja, uma manifestação alternativa. A proposta do Angura Kei é a de ser uma contra-cultura, preservando a cultura tradicional japonesa em detrimento da invasão ocidental pós-anos 60. As bandas desse estilo costumam se apresentar com roupas tradicionais japonesas (como quimonos), e muitas vezes possuem um vocal feminino, prática não muito comum no Visual Kei, que é composto em sua maioria por homens. Algumas dessas bandas também costumam utilizar instrumentos tradicionais japoneses, como o “shamisen”, um instrumento de seis cordas utilizado pelas gueixas no Japão antigo.
As raízes do Angura Kei se encontram no Enka, música pop tradicional japonesa, que fez bastante sucesso durante a Segunda Guerra Mundial, mas que ultimamente vem perdendo adeptos entre as camadas mais jovens. Apesar disso, não é só do Enka que vivem as bandas Angura Kei. Sua sonoridade é bastante inspirada por bandas clássicas do rock, como Led Zeppelin e The Doors, com algumas bandas se inspirando também no Heavy Metal.
Alguns dos principais representantes do Angura Kei são Inugami Circus Dan, Onmyouza e Dokusatsu Terrorist.
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Onmyouza Inugami Circus Dan Dokusatsu Terrorist
Eroguro Kei
O nome Eroguro foi criado pelo autor Yasunari Kawabata, com a combinação das palavras inglesas “erotic” (erótico) e “grotesque” (grotesco). O Eroguro Kei vem do movimento Eroguro Nonsense, que surgiu originalmente por volta de 1860, quando eram esculpidas em árvores japonesas imagens de violência, estupro, escravidão, e outras coisas de mesma natureza.
O movimento ressurgiu entre as décadas de 20 e 30 como um movimento artístico e literário, com foco no erotismo, na corrupção sexual e na representação decadente da sexualidade, utilizando-se de um humor sádico e um horror chocante. As histórias desses autores eram recheadas com fantasias sexuais distorcidas de um modo grotesco. O estilo foi bastante reprimido durante a Segunda Guerra Mundial, porém não foi extinto, se expandindo no período pós-guerra através do cinema, teatro, mangás e finalmente, na música.
Alguns exemplos de banda Eroguro Kei, são o cali≠gari, que usou a necrofilia como tema de seu single “Kimi ga Saku Yama”, cuja capa estampava uma pesquisa feita com estudantes japoneses com a pergunta: “Você gosta de necrofilia?”, o Merry, que teve capas de seus álbuns desenhadas pelo quadrinista eroguro Suehiro Maruo, e o Guruguru Eigakan.
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cali≠gari Merry Guruguru Eigakan
Enfim, termino por aqui, a última coluna sobre as vertentes do Visual Kei. Espero que tenham gostado das colunas e que tenham aproveitado para conhecer mais sobre esse magnífico cenário do Visual Kei. Para quem se interessou pela coluna, mas não leu as outras três partes, seguem abaixo os links para as colunas anteriores:
Saiba Mais:
1. [Visual Shock]: Um rock visualmente chocante
2. [Visual Shock]: Kotevi Kei, Kuro Kei e Shiro Kei
3. [Visual Shock]: Kurofuku Kei, Soft Visual Kei, Oshare Kei e Koteosa Kei
Bem galera, por hoje é só, vejo vocês semana que vem, com mais uma coluna Visual Shock!
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