
Existem jogos que no mundo dos amantes dos games, sempre que anunciados sua continuação, causam furor e uma onda de ansiedade e expectativas, um pouco diferente dos filmes, que geralmente quando se houve falar em uma continuação, sempre tem uma boa quantidade de gente que torce o nariz. A franquia Resident Evil é uma das poucas que atingem essas duas áreas citadas.
O que todo mundo já ta careca de saber é que os jogos de Resident Evil são sempre envoltos de muita violência com corpos mutilados e partes e órgãos espalhadas por toda a parte, então polêmica sobre violência e cenas fortes já não são tão fortes assim, que hoje só existem por parte dos religiosos. Mas o Resident Evil foi diferente, mal foi lançado sua DEMO e já vem a cada semana uma polêmica nova sobre o game.
A primeira de todas elas, e a mais lógica, é a polêmica dos inimigos desta nova trama: “zumbis” negros. As desculpas da CAPCOM disseram que seria ilógico, segundo o roteiro do novo jogo, inserir “zumbis” brancos, entretanto há gente que retruca, já que a estória não segue muito a linha dos seus antecessores. Em pleno Século XXI, onde alguns conceitos conservadores já deixaram de ser considerados, ainda é uma estupidez falar que nesta situação a CAPCOM se utilizou de racismo em seu game. Há até alguns “caça-fantasmas” que dizem que se trata de mensagens subliminares, mas isso não tem fundamento lógico nenhum. Apesar de mensagens subliminares existirem e a CAPCOM já ter sido acusada, Resident Evil 5, neste aspecto, parece estar limpo. Afinal, ele é do tipo do jogo que não precisa de mensagens ocultas para se fazer valer a sua idéia principal.

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Após isso, a outra polêmica é sobre a jogabilidade do game: idêntica ao do seu antecessor o RE4. Muitos reclamaram pensando que o novo game viria inovando os conceitos de como se jogar game de survival horror, mas isto não aconteceu. Mesmo assim não foi tão ruim, já que os controles do RE4 são perfeitos para a ação que ambos propõem, a reclamação ficou por partes dos mais exigentes gamers.
E por fim, a última polêmica revelada nesta semana foi do modo versus do game ser disponível apenas como conteúdo descarregável (para download), custando na Europa cerca de 5 euros.
O valor pode ser alto para os padrões brasileiros, já que 5 euros pode corresponder a R$ 14,95 (que pode aumentar, e muito, com os impostos sobre o conteúdo do jogo). Mas o que foi feio nem foi o valor em si, mas sim, as declarações de Christian Svensson, vice-presidente de Strategic Planning & Business Development da Capcom.
Ao ser perguntado sobre o assunto, Svensson disse que "se as pessoas estavam satisfeitas com o que vinha no jogo, porque é que se sentem enganadas quando lhes damos MAIS? Se não vêem valor nos nosso produtos adicionais, a escolha é simples, não os comprem. Se acharem que têm valor (e espero que achem) façam o favor de comprar e divirtam-se com eles". Declarações pretensiosas diante da riqueza atual do mercado de games que existe ultimamente, onde a qualquer momento um game pode até desbancar a franquia do RE.

Christian Svensson, vice-presidente de Strategic Planning & Business Development da Capcom.
Diante de tudo isso o que não se pode negar é que RE5 é um grande game e irá, com certeza, engordar ainda mais os cofres da Capcom, entretanto, não está a altura de um jogo capaz de vencer como melhor game do ano, não para o que mercado promete até agora. Mas sem dúvida, RE5 é o melhor no seu gênero mas... até quando?
Shinji Mikami, criador da série Resident Evil.
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