| [Isto não é uma coluna!]: O Homem que sabia de menos e falou demais |
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| Escrito por Murilo Abud ~Gendou_Ikari~; Revisão e Edição: Daniela Rigon e Alberto Botelho |
| Qui, 23 de Outubro de 2008 18:19 |
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Eis que um dia, um homem, chamado Otejor P., um homem bem jovem, mas com pinta de experiente; de nome esquisito, mas que não soa tão estranho assim, de cabelos vermelhos-quase-laranja e de uma lábia tamanha, teve uma idéia: “Vou chegar hoje para o meu chefe e dizer: ‘chefe, eu andei vendo algumas coisas por aí pela empresa e descobri tudo! Agora eu sei de tudo!’ (Nota do escritor: NÃO é igual a droga da piada do Joãozinho e o carteiro! Continue lendo que o final é muito diferente!) Esperou que o expediente daquele dia se encerrasse na empresa e foi logo direto na sala do chefe, quando o mesmo já se preparava para ir embora. Otejor o barrou e já foi logo estufando o peito e olhando no fundo dos olhos daquele homem, e disse numa voz grossa e imponente, tendo a certeza do que estava dizendo: - Chefe, eu andei vendo algumas coisas por aí pela empresa e descobri tudo! Agora eu sei de tudo! O chefe arregalou os olhos de forma que parecia que iriam sobressaltar pelas armações de seus óculos, e disse numa voz trêmula e sem saber ao certo onde ficava o teto ou o chão! - Err... bem, veja bem, vamos fazer o seguinte: Eu te dou o cargo de vice-presidente e com isso triplico seu salário e ainda disponibilizo um carro a sua escolha, cedido pela empresa, mas você firma agora mesmo um compromisso comigo de que não irá dizer nada sobre do que você sabe! Muito menos com a imprensa! - Negócio fechado! Iremos confeccionar o contrato – respondeu Otejor. Otejor pensou que esse era o grande salto que Armstrong tanto falava naquela fantástica e histórica encenação. Ele nem ao menos sabia o nome da mãe do chefe, imagine alguma falcatrua que aquele homem estava fazendo lá. E nem era do interesse dele saber! O seu plano saíra muito melhor do que a encomenda! Então, ele resolve aplicar o seu “segredo” em outras áreas da sua vida. Nem a santa igreja escapou do seu veneno! O padre todas às vezes o citava em suas missas como “Otejor, um marco na sociedade local”. Mas Otejor, se vendo no topo não cessou de seu artifício! Em tudo ele chegava diretamente à autoridade máxima e proferia seu veneno, atingindo qualquer mortal, pois afinal, todos têm segredos que querem manter guardados. De repente, um dia ensolarado de domingo (sim, é sempre no domingo!), parado no sinal de trânsito dentro do seu belo carrão da empresa, pararam ao lado mais um carro e duas motos, uma tomou a dianteira do carro, e num piscar de olhos, as janelas do carro se abriram e os motoqueiros juntamente com os fuzis que surgiram da janela do carro executaram Otejor de uma forma bárbara e cruel! Crime esse encomendado por alguém que achava que Otejor sabia de mais, e merecia ser “apagado do sistema”. Moral da história: Precisa-se de pessoas capacitadas para cuidarem da Mentira; cargo vitalício sem aposentadoria compulsória; Necessário residir no local de serviço, pois Mentira tem dificuldades de locomoção devido a uma deficiência física de pernas curtas; Salário: Morte; os interessados tratar com responsável (Sr. Diabo) no local de serviço, que se situa no n° 666, Subsolo, Inferno. Leia tambem:
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